Na nova declaração — um requisito essencial da legislação eleitoral — Cavalcante apontou possuir R$ 500 mil em espécie, além de um terreno avaliado em R$ 100 mil. Ao ser questionado a respeito do crescimento do seu patrimônio, o deputado assegurou que os valores estão em conformidade com sua renda. Ele destacou que seu salário anual gira em torno de R$ 600 mil. Quando multiplicado pelo período de quatro anos, isso resulta em aproximadamente R$ 2,4 milhões em rendimentos. Para ele, um patrimônio de R$ 600 mil é totalmente justificável diante dessas cifras.
Contudo, a declaração de Sóstenes não passou despercebida, especialmente devido ao fato de que os R$ 500 mil mencionados por ele são notavelmente próximos dos R$ 468 mil que foram apreendidos pela Polícia Federal em dezembro de 2025. Essa apreensão está vinculada a um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar. O deputado argumentou que a origem desse dinheiro é legítima, resultante da venda de um imóvel. Além disso, ele defende que não há irregularidades na empresa contratada para prestar serviços de locação de veículos ao seu gabinete, que utiliza recursos da cota parlamentar.
Sóstenes Cavalcante explicou que os R$ 500 mil correspondem ao preço justo acordado na venda de uma casa, reforçando que foi uma transação claramente registrada em escritura pública. Em suas publicações nas redes sociais no final de 2025, ele fez referência à propriedade do imóvel em sua declaração de imposto de renda de 2024, que possui um valor de R$ 310 mil. O terreno de R$ 100 mil declarado, por sua vez, localiza-se no bairro Jardim Botânico, em Brasília. A trajetória patrimonial do deputado, portanto, levanta questões acerca da transparência e da origem dos recursos que compõem sua nova declaração.
