Os hospitais palestinos estão saturados, lidando com uma quantidade alarmante de civis mortos e feridos, incluindo mulheres e crianças. Além disso, os suprimentos estão se esgotando rapidamente, colocando ainda mais pressão sobre a equipe médica local.
As tropas e tanques israelenses avançaram para a parte sul da Faixa de Gaza, tendo já conquistado o controle do norte, numa campanha para eliminar o Hamas. Esta investida tornou-se mais agressiva após o colapso da trégua na semana passada.
Israel declarou que suas forças estão combatendo com vigor, realizando centenas de ataques na região, incluindo uma célula militante próxima de uma escola no norte. Por sua vez, o braço armado do Hamas, as brigadas al-Qassam, também afirmou que seus combatentes estão envolvidos nos confrontos com as forças israelenses.
Em meio aos combates, moradores relataram que os bombardeios israelenses intensificaram-se durante a noite, atingindo um número indeterminado de pessoas, enquanto tanques combatiam militantes palestinos ao norte e leste de Khan Younis. Muitos palestinos, afetados pelos ataques, decidiram fugir das áreas de conflito, buscando abrigo e segurança em outros locais.
Por outro lado, o Hamas alegou ter matado ou ferido oito soldados israelenses e destruído 24 veículos militares na terça-feira. Israel, por sua vez, afirmou que 84 de seus soldados foram mortos desde o início da operação terrestre, há cinco semanas.
A situação dos civis palestinos tem suscitado grande preocupação mundial. O chefe do Conselho Norueguês de Refugiados, Jan Egeland, afirmou que “a pulverização de Gaza agora está entre os piores ataques a qualquer população civil em nosso tempo”. Há também uma alegação de que o Hamas estaria utilizando a população civil como escudo humano, o que é veementemente negado pelo grupo militante.
Independentemente de quem tenha razão, a realidade é que os confrontos têm causado grande sofrimento à população civil, que muitas vezes se torna vítima colateral nos embates entre as forças israelenses e o Hamas.
