De acordo com Márcio Elias Rosa, a postura do governo brasileiro é buscar reverter essa decisão por meio de negociações diretas com Washington. Contudo, ele não descartou a possibilidade de adotar medidas de reciprocidade, caso as conversações não avancem. O ministro enfatizou que o Brasil possui uma política robusta e histórica de combate ao trabalho escravo e rejeita as justificativas usadas pelos Estados Unidos para a implementação dessa tarifa. Ele destacou que o Brasil é signatário de convenções internacionais da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e que trabalha incansavelmente para erradicar essa prática.
Além disso, Rosa alertou que a nova tarifa impactará vários setores da indústria nacional, obrigando-os a enfrentar uma carga tributária acumulada de até 37,5%. Setores como calçados, máquinas, equipamentos e produtos químicos não farmacêuticos serão particularmente afetados. Apesar das isenções concedidas a cerca de dois mil produtos exportados pelo Brasil, a fatia da indústria que não está isenta inevitavelmente enfrentará dificuldades.
Em resposta a essa adversidade, o governo brasileiro está comprometido em intensificar o diálogo com os EUA, priorizando a negociação como meio de reverter as tarifas. O ministro destacou a importância de proteger os interesses econômicos do país, reiterando que a adoção de medidas de reciprocidade não será descartada, dependendo da evolução das negociações.
Nos próximos passos, o governo se propõe a ampliar a busca por novos mercados e preparar uma estratégia abrangente, tanto jurídica quanto diplomática, para lidar com os desdobramentos dessa nova taxa. Márcio Elias Rosa também anunciou a disponibilidade de crédito no valor de R$ 18,5 bilhões, destinado a empresas afetadas, com o objetivo de auxiliar na manutenção de operações, inovação e expansão para novos mercados. As autoridades brasileiras planejam reavaliar a situação no próximo mês, após um mapeamento completo dos impactos das novas tarifas sobre as exportações nacionais.
