Por sua vez, o subsídio ao diesel, que é de R$ 1,12 por litro, permanece ativo, conforme uma medida provisória que foi recentemente prorrogada por 60 dias pelo Congresso Nacional. Essa subvenção é essencial para suavizar o impacto da alta nos preços internacionais, permitindo que os reajustes das refinarias sejam repassados de maneira mais moderada ao consumidor comum.
O cenário atual, caracterizado pela alta do petróleo no mercado internacional, é um dos principais motivadores para que o governo considere a extensão do subsídio da gasolina. O barril do petróleo tipo Brent voltou a ultrapassar a marca de US$ 100, em grande parte devido ao intensificação do conflito no Oriente Médio. Essa situação levou a equipe econômica a repensar a possibilidade de encerrar a subvenção.
Historicamente, a alta nos preços do petróleo reflete-se diretamente nas taxas de combustíveis no Brasil, o que acaba impactando também a inflação e os custos de transporte. Com a implementação do subsídio, o governo busca aliviar esses efeitos, como evidenciado pela recente elevação de R$ 0,48 no preço da gasolina pela Petrobras. Graças à subvenção, esse aumento foi reduzido a apenas R$ 0,04.
Enquanto a situação da gasolina permanece em revisão, o subsídio ao diesel está garantido por mais tempo. A medida provisória que instituiu o benefício exige que, a cada dois meses, o ministro da Fazenda reavalie a situação, com a possibilidade de manter, alterar ou cancelar o subsídio, sempre comunicando os beneficiários com antecedência.
Além dos subsídios, o governo tem explorado outras medidas para lidar com os preços internos, como a recente autorização do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para aumentar a mistura de etanol anidro na gasolina para 32%. Essa mudança tem como objetivo reduzir a dependência da gasolina derivada do petróleo, contribuindo assim para evitar novos aumentos nos preços ao consumidor.
