INTERNACIONAL – Organização internacional critica veto dos EUA a resolução da ONU sobre conflito entre Israel e Palestina

A organização internacional não governamental de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) emitiu uma nota de crítica ao veto realizado pelo governo dos Estados Unidos contra uma proposta de resolução negociada pelo Brasil no Conselho de Segurança da ONU. A resolução, que recebeu 12 votos favoráveis e nenhum contrário, não pôde ser aprovada devido ao veto dos Estados Unidos, que é membro permanente do Conselho.

A HRW classificou a postura dos Estados Unidos como “cínica” no uso de seu poder de veto. Segundo a organização, se não fosse esse veto, a resolução teria sido aprovada, uma vez que os outros membros permanentes do Conselho não votaram contra o texto. A nota da HRW ressalta que a resolução condenava os ataques do grupo Hamas contra civis israelenses, o que também era defendido pelos Estados Unidos. No entanto, foi a ausência desse trecho que levou o país a vetar o texto proposto pela Rússia dois dias antes.

A HRW criticou a postura dos Estados Unidos por bloquear o Conselho de Segurança da ONU de atuar em relação à situação entre Israel e Palestina em um momento de violência intensa. A entidade também questionou a falta de coerência do país ao vetar demandas que eles mesmos costumam insistir em outros contextos, como o cumprimento da lei humanitária internacional e a garantia de acesso à ajuda humanitária e serviços essenciais.

Diante desse impasse, a HRW propõe que a Assembleia Geral da ONU tome medidas urgentes para proteger os civis e evitar atrocidades em grande escala. A organização ressalta que, diferentemente do Conselho de Segurança, a Assembleia Geral não possui o mecanismo de veto dos membros permanentes.

O Conselho de Segurança da ONU é composto por cinco membros permanentes – China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos – e membros rotativos. Para que uma resolução seja aprovada, são necessários nove votos favoráveis, sem nenhum veto dos membros permanentes. Já na Assembleia Geral da ONU, não há o mecanismo de veto, o que significa que as resoluções podem ser aprovadas com a maioria dos votos.

Cabe agora aos países membros da ONU avaliar as medidas a serem tomadas diante dessa situação e buscar soluções para o conflito entre Israel e Palestina.

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