Dados da Secretaria de Prêmios e Apostas, parte do Ministério da Fazenda, revelam um crescimento abrupto nos pedidos de autoexclusão. Nas duas primeiras semanas do campeonato mundial, a média de solicitações diárias disparou para 17.866, uma valorização de quase sete vezes em relação à média de 2.594 pedidos diários registrados na primeira quinzena de maio. Tal aumento reflete uma preocupação crescente entre os apostadores a respeito do controle sobre seus hábitos de jogo.
O panorama dos pedidos também apresentou mudanças consideráveis em suas motivações. Enquanto em maio a principal justificativa para as solicitações era a perda de controle sobre o jogo, que corresponde a 43% dos casos, durante a Copa, uma nova motivação se destacou. A prevenção do uso indevido dos dados pessoais em plataformas de apostas passou a ser citada por 29,5% dos solicitantes, enquanto a perda de controle permaneceu como a segunda razão mais comum, com 24,13%.
O funcionamento da autoexclusão é simples: o usuário preenche seus dados pessoais e pode optar por bloquear o acesso aos sites de apostas por um período que varia entre um e doze meses, ou indefinidamente. Desde a implementação da plataforma, mais de um milhão de requesitos de autoexclusão foram registrados, demonstrando não apenas um uso crescente da ferramenta, mas também uma conscientização sobre os riscos associados ao jogo.
Além da autoexclusão, o Sistema Único de Saúde (SUS) também oferece um teleatendimento gratuito como parte de sua abordagem para auxiliar aqueles que lutam com a compulsão por apostas. Esta combinação de ferramentas revela um esforço do governo para lidar com um problema que afeta tanto a saúde pública quanto o bem-estar financeiro de muitos brasileiros.
A relevância dessa questão, à luz da temática esportiva, é um lembrete importante dos riscos que a publicidade do jogo pode representar e a necessidade de medidas de proteção para indivíduos vulneráveis.
