O tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, destacou que a segurança do estreito está sob rigoroso controle das forças militares iranianas. Ele mencionou que, em um gesto de boa fé e seguindo acordos anteriores, o Irã havia permitido a passagem controlada de um número limitado de petroleiros e embarcações comerciais na região. Contudo, Zolfaghari acusou os Estados Unidos de continuarem a violar os compromissos assumidos, praticando o que ele classificou como “pirataria e roubo marítimo” sob o pretexto de um bloqueio naval.
Essas tensões foram intensificadas por declarações de representantes iranianos que, conforme divulgado, insinuaram que, se o bloqueio imposto pelos EUA persistisse, o estreito poderia ser fechado novamente. Tal ação afetaria a comercialização de cerca de 20% da produção de petróleo mundial, uma consequência grave em termos econômicos e geopolíticos.
Os EUA, por sua vez, têm uma presença significativa na região, com navios posicionados no Oceano Índico, próximos ao estreito, o que permite que possam intervir em caso de um potencial ataque iraniano. Para o governo iraniano, a permanência das embarcações estadunidenses é vista como uma violação de acordos de cessar-fogo, especialmente à luz das negociações atualmente em andamento.
Em meio a esse cenário, na última quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um acordo de cessar-fogo entre Líbano e Israel, que foi uma das exigências do Irã para a continuidade das negociações. Na sequência desse anúncio, a Força Naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica declarou que uma “nova ordem” passaria a regulamentar as operações no estreito.
Na mesma linha, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que a navegação pelo Estreito de Ormuz estaria totalmente liberada durante o período restante do cessar-fogo, sinalizando uma possibilidade de alívio temporário nas tensões na região. Essa dinâmica complexa entre o Irã e os EUA continua a ter repercussões que vão muito além das águas do estreito, influenciando a segurança e a economia global de maneira significativa.
