Conforme detalhado no relatório, mensagens de WhatsApp encontradas no celular de Vorcaro mostram que no dia 18 de junho de 2024, ele solicitou ao seu aliado Leo Serrano que realizasse reservas no luxuoso Hotel Four Seasons em Lisboa para “Ciro e Hugo”. Essa comunicação levou à constatação de que as identidades mencionadas referiam-se, de fato, ao presidente da Câmara e ao senador.
Além das reservas, Vorcaro enviou um áudio expressando sua preocupação com a privacidade do encontro, sugerindo a necessidade de uma proteção adicional ao espaço, possivelmente para evitar qualquer tipo de monitoramento da reunião que seria realizada no local.
Embora Hugo Motta não esteja sob investigação pela PF, Ciro Nogueira é um dos alvos da operação e já enfrentou buscas e apreensões determinadas pelo STF. O custo total de cinco diárias no hotel somou cerca de 3 mil euros, o que equivale a aproximadamente R$ 18 mil. A PF encontrou uma fatura confirmando o pagamento, que indicava claramente que duas suítes foram reservadas, uma para Nogueira e outra para Motta.
A proximidade entre Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro foi também evidenciada no relatório, que apontou que Nogueira recebeu custeio para viagens a destinos como Paris, Nova Iorque e Courchevel, na França, totalizando mais de R$ 400 mil. Os documentos da investigação sugerem que a quantia atribuída como benefício econômico direto a Nogueira se aproximou de R$ 468 mil, sem contar os custos de voos privados.
Em resposta às notícias, Motta expressou tranquilidade e afirmou que sua presença em Lisboa era para participar de um evento jurídico promovido pelo ministro Gilmar Mendes. Até o fechamento desta matéria, Ciro Nogueira não havia comentado sobre as informações divulgadas. A situação continua a suscitar preocupações sobre a relação entre políticos e interesses privados no Brasil, uma questão que ressoa fortemente na narrativa política atual.
