Em comunicado à imprensa, o governo brasileiro manifestou solidariedade ao governo mexicano e repudiou veementemente a medida levada a cabo pelo Equador, classificando-a como um grave precedente. A postura adotada foi de enérgico repúdio, destacando a inviolabilidade dos locais de missões diplomáticas.
Do lado mexicano, o presidente Andrés Manuel López Obrador anunciou a suspensão imediata das relações diplomáticas entre México e Equador após a entrada forçada da polícia equatoriana na embaixada mexicana. A detenção do ex-vice-presidente equatoriano Jorge David Glas Espinel, que buscava asilo político, foi considerada uma violação do direito internacional pelo presidente mexicano.
Por sua vez, o governo equatoriano afirmou que Glas Espinel foi condenado à prisão pela Justiça do país e não poderia ser considerado um perseguido político. O Equador defendeu a soberania nacional e a intolerância com a impunidade, ressaltando a ordem de prisão existente contra o ex-vice-presidente.
A crise política e social que vive o Equador, marcada por conflitos armados envolvendo organizações criminosas, tem sido motivo de preocupação internacional. Em janeiro, o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu ajuda ao governo equatoriano nas áreas de inteligência e segurança, em uma tentativa de cooperação para lidar com a situação delicada que assola o país.
Diante desse cenário conturbado, a atuação dos governos envolvidos reflete a complexidade das relações diplomáticas e a necessidade de diálogo para resolver conflitos de forma pacífica e em conformidade com as leis internacionais. A situação entre México e Equador continua sendo monitorada de perto pela comunidade internacional, em busca de uma solução que respeite os direitos e a soberania de cada nação envolvida.
