Após a apuração inicial, que contemplou apenas 20% das urnas, Fujimori chegou a estar 200 mil votos à frente de Sánchez, uma vantagem atribuída à contagem acelerada das urnas na capital, Lima. No entanto, pela primeira vez na tarde de segunda-feira, 8 de outubro, Sánchez superou Fujimori conforme os votos começaram a ser computados, refletindo uma tendência de crescimento em sua favorabilidade.
O Jurado Nacional de Eleições (JNE), que supervisiona o processo eleitoral, informou que os resultados definitivos não serão divulgados até meados de julho. A nova regulamentação que exige a recontagem de votos para se verificar inconsistências trouxe mais complexidade ao processo. Até o momento, cerca de mil atas foram destacadas para nova contagem, envolvendo observadores de diferentes partidos.
Dentre as mais de 92,7 mil atas, aproximadamente 2,2 mil ainda precisam ser contabilizadas. Um número significativo das mesas que restam a ser apuradas está localizado no exterior, onde Fujimori apresenta uma vantagem considerável. Até o meio-dia na terça, apenas 30,2% das atas do exterior foram contabilizadas, resultando em 65,4% dos votos para Fujimori e 34,5% para Sánchez.
Os candidatos, que buscam a presidência para o período de cinco anos, de 2026 a 2031, operam em um contexto político marcado por incertezas e crise institucional. O país já passou por diversas crises nos últimos dez anos, com a renúncia de dois presidentes e quatro destituições pelo parlamento. Keiko é filha do ex-ditador Alberto Fujimori e já perdeu três disputas presidenciais em segundos turnos, enquanto Sánchez é ex-ministro do ex-presidente Pedro Castillo, recentemente destituído e encarcerado por supostas tentativas de golpe.
Com um cenário tão dinâmico, a sociedade peruana observa atentamente os desdobramentos eleitorais, na esperança de que o próximo presidente possa trazer estabilidade e progresso ao país.




