Entre os astronautas a bordo, destaca-se Li Jiaying, um ex-inspector de polícia de Hong Kong, tornando-se o primeiro representante da cidade a integrar uma missão espacial chinesa. Os outros dois membros da tripulação são o comandante Zhu Yangzhu e o piloto Zhang Yuanzhi, ambos filiados ao Exército de Libertação Popular. O fato de um dos astronautas permanecer na estação por um ano é especialmente notável, representando um recorde para a China e permitindo a realização de estudos sobre a fisiologia humana em longos períodos no espaço.
A seleção do astronauta que ficará na Tiangong por um ano será decidida conforme o progresso da missão, revelou a Agência Espacial Tripulada da China. A missão, apesar de ambiciosa, ainda não supera o recorde mundial, estabelecido por um cosmonauta russo que passou 14 meses e meio em uma missão espacial em 1995.
Esse lançamento ocorre em um cenário de crescente competição no espaço, especialmente em relação às intenções da China de enviar humanos à Lua até 2030. A NASA já planeja um pouso tripulado na Lua em 2028, o que intensifica a corrida entre as duas potências espaciais. Os Estados Unidos expressaram preocupações sobre o que consideram planos de Pequim para colonizar e explorar os recursos lunares, algo que o governo chinês nega veementemente.
A crescente presença chinesa no espaço não pode ser subestimada, uma vez que o país já realizou quase uma dúzia de lançamentos envolvendo sua estação espacial. À medida que a exploração do espaço se torna um foco global, as ações da China intensificam o debate sobre as futuras missões e a cooperação ou rivalidade nesse novo front de exploração.
