INTERNACIONAL – Brasil e França suspendem visto para cidadãos brasileiros na Guiana Francesa e fortalecem cooperação em segurança na fronteira a partir de julho.

Na última quarta-feira, 1º de novembro, Brasil e França selaram um acordo significativo que suspende, a partir de 31 de julho, a exigência de visto para cidadãos brasileiros que desejam entrar na Guiana Francesa. O acordo foi formalizado durante uma reunião entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o ministro francês da Europa e dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, realizada no Palácio do Itamaraty.

Esta medida visa fortalecer a cooperação bilateral nas questões de segurança pública nas áreas fronteiriças, um passo importante no combate ao crime organizado transnacional que tem crescido na região. É uma resposta não apenas a questões de segurança, mas também aos pedidos históricos das comunidades localizadas ao longo da fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa.

Mauro Vieira destacou que a isenção de visto representa um grande avanço nas relações diplomáticas entre os dois países. Ele enfatizou que essa mudança atende aos interesses das populações que habitam as regiões limítrofes, especialmente no estado do Amapá, no Brasil. “Trata-se de um marco histórico que facilitará a movimentação legal de pessoas entre os dois territórios, irá fomentar o desenvolvimento regional e contribuirá para o combate à criminalidade”, afirmou o ministro.

O chanceler brasileiro observou que a ausência da burocracia relacionada aos vistos ajudará a propiciar um registro mais eficiente de movimentações entre os países, o que, por sua vez, auxiliará na coleta de informações essenciais para a segurança pública. Durante a cerimônia, Jean-Noël Barrot também abordou a importância da colaboração entre Brasil e França, não apenas para a segurança das populações locais, mas também para a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento da região transfronteiriça.

Além de discutir a agenda de segurança, os ministros abordaram o fortalecimento da parceria estratégica nas áreas de defesa, indústria, inovação, energia, minerais críticos e supercomputação, sinalizando uma recuperação ampla e robusta das relações bilaterais. O acordo, portanto, não só facilita o tráfego de cidadãos, mas também paveja o caminho para uma colaboração mais estreita entre os dois países em diversas áreas socioeconômicas.

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