As cenas mostraram a brutalidade policial, com agentes utilizando cassetetes contra manifestantes e realizando prisões em meio à confusão. A situação gerou indignação entre os presentes, que se voltaram contra os policiais, expressando seu descontentamento por meio de gritos e apupos. Antes desses confrontos, os ativistas haviam bloqueado a saída de outros passageiros, o que motivou a intervenção policial para tentar desobstruir o local.
A polícia regional basca, em resposta aos eventos, anunciou a abertura de uma investigação para averiguar se os procedimentos foram seguidos corretamente durante a operação. O governo espanhol também foi contatado para se manifestar sobre a situação, mas até o momento não houve resposta oficial.
Durante a manifestação em Bilbao, os participantes, muitos deles alinhados à causa pró-Palestina, empunharam faixas críticas ao comportamento da polícia e acusaram o governo local de apoiar práticas sionistas. Os protestos vêm à tona em um contexto mais amplo, onde os ativistas detidos alegam ter sofrido abusos durante a detenção em Israel. Várias das acusações incluem não apenas ferimentos físicos, mas também relatos de agressões sexuais, um aspecto particularmente grave que causou choque entre a comunidade internacional.
Por sua vez, o sistema prisional de Israel negou as alegações de maus-tratos, enquanto uma verificação independente das afirmações feitas pelos ativistas ainda não foi realizada.
O clima em Bilbao reflete um descontentamento crescente em relação ao tratamento das autoridades a situações envolvendo ativismo humanitário, levantando questões sobre direitos humanos e a responsabilização de forças de segurança.





