O embaixador ressaltou que o domínio exercido por algumas “big techs”, que resistem a qualquer tipo de regulação, gera um cenário em que segmentos inteiros da economia são controlados. Ele enfatizou a importância de os Estados não abandonarem suas responsabilidades regulatórias, as quais são fundamentadas na vontade popular expressa nas urnas.
Essa questão ganhou destaque mundial, especialmente considerando o poder que as redes sociais possuem de influenciar o debate público e a facilidade com que podem propagar desinformação. O tema é objeto de intensos debates internacionais, refletindo a preocupação com os impactos dessas dinâmicas no emprego e na vida cotidiana.
No contexto da discussão sobre cibersegurança, Amorim alertou sobre a crescente frequência de ataques cibernéticos e a necessidade urgente de fortalecer a resiliência digital como um pilar fundamental da soberania nacional no século XXI. De acordo com ele, a proteção de dados tornou-se um ativo crítico que permeia aspectos econômicos, políticos e militares, exigindo um investimento em segurança digital.
Ao discutir a regulação das plataformas digitais, o embaixador defendeu que um desenvolvimento tecnológico deve priorizar o que ele chamou de “bens comuns”, como a erradicação da pobreza e a proteção dos direitos humanos. Ele enfatizou a inaceitabilidade de coexistência entre trilionários e milhões de pessoas que enfrentam a fome.
Amorim também levantou uma bandeira contra o uso crescente da IA em conflitos armados, destacando que a criação de armas autônomas pode levar a uma desumanização do combate. Isso, segundo ele, compromete a responsabilidade moral que os operadores normalmente sentiriam ao exercer a força. O embaixador concluiu sua fala ressaltando a importância de o Brasil investir em capacidades defensivas para garantir sua segurança e dissuasão, diante de um cenário geopolítico volátil.





