Segundo a agência autônoma que supervisiona o canal, não houve nenhuma alteração em relação à cobrança de taxas ou direitos para a travessia da via. A declaração oficial foi emitida em resposta direta às alegações feitas pelos Estados Unidos, que afirmaram que o Panamá concordou em isentar as embarcações do governo norte-americano de taxa de travessia.
A Autoridade do Canal do Panamá afirmou estar disposta a dialogar com autoridades relevantes dos EUA para tratar do trânsito de navios de guerra provenientes do país. Essa postura visa esclarecer qualquer mal-entendido e manter a transparência nas relações entre os dois países.
Recentemente, o Panamá se tornou alvo das críticas do presidente Trump, que alega que o país cobra taxas excessivas pelo uso da passagem comercial. O presidente chegou a ameaçar retomar o controle do canal, caso os princípios morais e legais não fossem seguidos.
No entanto, o governo panamenho nega as acusações de Trump, assim como a suposta cessão do controle do canal à China. Em uma reunião com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o presidente panamenho prometeu se retirar da Iniciativa Cinturão e Rota da China e rejeitou a ameaça de retomada do controle do canal pelos EUA.
Essa troca de declarações e ações entre os dois países ressaltam a importância estratégica e econômica do Canal do Panamá e como ele continua sendo um ponto sensível nas relações internacionais. Acompanharemos de perto os desdobramentos desse impasse diplomático.





