ECONOMIA – Governo do Rio busca reestruturação de dívida de R$ 26 bilhões com instituições financeiras, afirma governador em reunião com ministro da Fazenda.

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, revelou em uma entrevista nesta terça-feira (18) que a dívida do governo do estado com instituições financeiras chega a astronômicos R$ 26 bilhões. Após uma reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em Brasília, Couto afirmou que o objetivo do Estado é buscar uma reestruturação dos débitos para reduzir o custo financeiro e reorganizar as contas públicas.

Durante a entrevista, Couto ressaltou que a negociação não se limita apenas à adesão do Rio ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que trata dos débitos estaduais com a União. Ele destacou que a intenção é também reorganizar as dívidas mantidas com bancos e outras instituições financeiras, visando condições financeiras mais favoráveis.

“Nós temos, em termos de déficit bancário com instituições financeiras, cerca de R$ 26 bilhões”, enfatizou o governador durante a entrevista. Ele revelou que a intenção é fazer um reescalonamento desse débito com juros menores, e que a União tem se mostrado favorável a essa conduta do estado do Rio de Janeiro.

A reunião com o ministro Dario Durigan teve como objetivo principal discutir a reestruturação total da dívida do Estado, indo além do Propag e envolvendo a reorganização de todo o déficit junto às instituições financeiras. Couto também abordou a possibilidade de buscar o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nas próximas etapas da reorganização financeira.

Um ponto importante destacado durante a entrevista foi a questão das garantias para viabilizar a operação de reestruturação da dívida. Couto esclareceu que não será necessária uma nova garantia do Tesouro Nacional para a operação, e que estão sendo discutidos formatos de realocação das dívidas.

Além da dívida com as instituições financeiras, o Rio de Janeiro também negocia a dívida com a União, cujo montante foi reduzido de R$ 210 bilhões para R$ 168,5 bilhões com a adesão ao Propag. As parcelas mensais foram reduzidas e o prazo de pagamento foi estendido, trazendo alívio para as contas do Estado.

Diante desse cenário, as negociações entre o governo do Rio de Janeiro e as instituições financeiras são fundamentais para reequilibrar as finanças do Estado e garantir sua sustentabilidade econômica no longo prazo. A reunião com o ministro da Fazenda foi um passo importante nesse processo de reestruturação da dívida, visando garantir um futuro mais estável para o Rio de Janeiro.

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