JUSTIÇA – TSE restabelece condenação de vereador por violência política de gênero em decisão unânime.

Na última terça-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomou uma decisão que impactou o cenário político de Medina (MG). Foi restabelecida a condenação do vereador Ailson Batista de Figueiredo, do MDB, pelo crime de violência política de gênero. Essa decisão reverteu a sentença do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), que havia absolvido o político.

A condenação, que implica em um ano e seis meses de prisão, inelegibilidade por oito anos e o pagamento de R$ 20 mil de indenização, foi mantida por unanimidade no TSE, com placar de 7 votos a 0. O recurso que resultou nessa reviravolta foi do Ministério Público Eleitoral (MPE), que argumentou contra a absolvição do acusado.

O caso em questão envolveu ofensas proferidas pelo vereador contra a vereadora eleita Tatyana Figueiredo Navarro, do Republicanos. Após a proclamação do resultado do pleito, em 2024, Ailson teria chamado Tatyana de “vagabunda” e “safada” em praça pública. O relator do caso no TSE, ministro Dias Toffoli, destacou que essa conduta do político reflete uma “cultura de humilhação” contra as mulheres, ressaltando a diferença de tratamento por gênero.

Durante o julgamento, o advogado de defesa do vereador argumentou que as ofensas ocorreram após o encerramento da campanha eleitoral, o que poderia descaracterizar o dolo específico do crime. No entanto, a decisão do TSE foi pela manutenção da condenação, considerando a gravidade das palavras proferidas por Ailson e seu impacto no cenário político local.

Com essa reviravolta no caso, o TSE deu um importante passo no combate à violência política de gênero, reafirmando a importância do respeito e da igualdade no ambiente político. Agora, cabe ao vereador cumprir a pena determinada pela Justiça Eleitoral e arcar com as consequências de seus atos.

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