Renato Hickel, diretor de competições da World Surf League (WSL), abordou a situação em uma transmissão oficial. Ele esclareceu que ainda não há confirmação sobre a espécie do animal envolvido no incidente, se era um tubarão ou um leão-marinho. “Neste momento, não temos certeza. O médico que está presente no local acredita que foi um leão-marinho, mas de qualquer maneira, a situação foi extremamente assustadora”, comentou Hickel, destacando o impacto emocional que o evento teve sobre os atletas. Ambos os surfistas, Ítalo e Yago, estavam visivelmente abalados após presenciar o ocorrido, o que motivou o adiamento da disputa até a maré baixar.
Informações vindas dos organizadores indicam que Sloane recebeu atendimento médico rapidamente e foi encaminhado para um hospital em uma ambulância, onde deve passar por uma avaliação mais detalhada. A segurança dos participantes foi uma prioridade, e imediatamente após o ataque, os surfistas foram retirados do mar por um jet-ski para evitar qualquer risco adicional.
A WSL, em resposta ao incidente, decidiu realizar uma checagem nas condições do mar para garantir a segurança de todos os envolvidos antes de retomar a competição. A semifinal foi adiada para mais tarde, sem um horário definido até o momento, já que este domingo é o último dia da janela de competição. Uma nova convocação está agendada para as 21h, horário de Brasília.
Quando a competição foi interrompida, Yago Dora estava na liderança da bateria, somando 6,33 pontos, enquanto Ítalo Ferreira contava com 3,00. O vencedor da disputa se qualificará para enfrentar o australiano Morgan Cibilic na grande final. A situação serve como um alerta sobre os riscos envolvidos em competições em ambientes naturais e a importância de sempre priorizar a segurança de todos os envolvidos.
