Hungria em busca de acordo com a União Europeia para liberar fundos bloqueados
A Hungria está prestes a firmar um acordo com a União Europeia (UE), conforme anunciado pelo recém-eleito primeiro-ministro, Péter Magyar, líder do partido Tisza. Em declarações feitas neste domingo, Magyar informou que as negociações com a comissão europeia estão avançando, visando desbloquear cerca de 20 bilhões de euros que permanecem congelados por conta de entraves políticos e econômicos.
Esses fundos são cruciais para a recuperação econômica do país, que enfrenta desafios significativos após a crise gerada pela pandemia e por outras questões internas. Magyar destacou que a vivência econômica húngara depende, em grande parte, da liberação desses recursos, enfatizando que “sem esses fundos, será impossível retomar a economia húngara”.
O premiê mencionou que a assistência financeira da UE não deve ser encarada como uma forma de caridade, mas sim como uma compensação justa pela contribuição da Hungria ao bloco. Este será, segundo Magyar, seu terceiro deslocamento a Bruxelas desde que assumiu o cargo, evidenciando a prioridade que o novo governo dá à relação com as instituições europeias.
As recentes eleições parlamentares, realizadas em 12 de abril, resultaram na vitória do partido Tisza, que conquistou 141 cadeiras no parlamento, enquanto a coalizão liderada pelo partido Fidesz obteve apenas 52. A nova maioria parlamentar permitirá ao governo de Magyar maior liberdade para negociar e implementar reformas necessárias para atender às exigências da UE.
Entretanto, as autoridades europeias estabeleceram 27 condições que devem ser cumpridas pela Hungria para que os recursos financeiros sejam efetivamente liberados. Desde setembro de 2022, a Comissão Europeia propôs ações contra o país devido a preocupações sobre o Estado de Direito, levando ao congelamento de aproximadamente 7,5 bilhões de euros.
Embora o governo húngaro tenha argumentado que tem cumprido as exigências para garantir a transparência e melhorar as práticas anticorrupção, a Comissão manteve sua posição de suspender 65% dos pagamentos de certos fundos comunitários. Com a nova administração em Budapeste, espera-se que as negociações avancem e permitam um caminho para o desbloqueio desses recursos vitais à economia do país.







