Recentemente, Tarcísio se encontrou com Paulo Serra e o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, para discutir as possibilidades de aliança. No entanto, a resposta do PT não tardou. Os membros do partido tentaram se aproximar do PSDB para atrair seus votos à candidatura de Haddad, mas o PSDB estadual, liderado por Serra, emitiu uma nota, reafirmando a posição de ser uma agência adversária histórica do PT. O texto categorizou qualquer indício de aliança como inexistente, enfatizando que a sigla estaria, na verdade, em vias de manter uma candidatura própria para o governo paulista.
Para fortalecer sua posição e seu poder de barganha, o PSDB nacional tem adotado uma estratégia voltada à manutenção de pré-candidaturas em outras regiões do país, como no Ceará, onde Ciro Gomes está em disputa, além de outras candidaturas em Goiás e no Rio Grande do Sul. Essa frente estratégica visa reestruturar a legenda e aumentar sua relevância nas disputas estaduais.
Recentes pesquisas de intenção de voto, como a realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, indicam que Paulo Serra ocupa a terceira posição no cenário eleitoral com apenas 4,6% das preferências, muito atrás de Tarcísio, que aponta 47,8%, e Haddad, com 33,1%.
A avaliação que permeia a pré-campanha sugere que, caso o PSDB não siga com a candidatura de Serra, Tarcísio pode aumentar suas chances de vencer a eleição já no primeiro turno, podendo ultrapassar os 51% necessários para garantir a reeleição.
Em uma declaração, Paulo Serra afirmou que os diálogos com Tarcísio continuarão, destacando a importância das decisões internas e do planejamento que será revisto a partir de maio. Nos cenários simulados, Tarcísio continua liderando, indicando que há um espaço considerável para crescimento em sua campanha, especialmente devido à chance de ter uma aliança ampla que lhe garantirá elevado tempo na televisão durante as propagandas eleitorais.







