Rafael Toscano, presidente da Associação dos Avicultores do Planalto Central (Aviplac), manifestou sua satisfação com a notícia, ressaltando que a reabertura do Estreito de Ormuz é benéfica não apenas para o setor avícola, mas para toda a economia global. Ele destacou que a alta do petróleo, impulsionada pela instabilidade na região, se reflete em diversas áreas da economia, afetando todos os setores.
Ainda segundo Toscano, o fechamento da rota obrigou muitos empresários a buscarem alternativas para o transporte das mercadorias, embora não tenha impactado diretamente o número de abates e vendas. A capacidade produtiva do DF é notável: cerca de 260 mil aves são abatidas diariamente, e impressionantes 90% dessa produção são destinadas à exportação, com principais destinos como Emirados Árabes, Arábia Saudita, Líbano, Omã, Japão e China.
Em termos financeiros, o Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPE-DF) revelou que as exportações de carnes de aves atingiram aproximadamente US$ 150,5 milhões em 2025, marcando um crescimento de 13,5% em relação aos US$ 132,6 milhões do ano anterior. Nos primeiros meses de 2026, as exportações já somaram US$ 28,3 milhões, representando aproximadamente 19% do total comercializado em 2025.
Estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) também revelam que o Oriente Médio correspondeu a 55,2% do volume total de frango exportado pelo Distrito Federal, gerando 66% da receita. Até fevereiro deste ano, a participação dos países do Oriente Médio se mantém elevada, com 53% do volume e 62,6% da receita proveniente das exportações. A reabertura do Estreito de Ormuz, portanto, é vista como um passo crucial para a retomada da estabilidade e expansão da indústria avícola na região.







