Esse movimento reformista, promovido por Couto, visa desmontar a estrutura política legada pelo ex-governador Cláudio Castro e estabelecer uma nova base de poder em um contexto de crise institucional no estado. A intensidade das ações de Couto aumentou consideravelmente no início da semana, quando um decreto foi publicado, ordenando uma auditagem abrangente em todas as secretarias e órgãos de administração, incluindo as estatais.
Além das exonerações, Couto também decidiu extinguir três subsecretarias da Casa Civil – Projetos Especiais, Gastronomia e Ações Comunitárias e Empreendedorismo – justificando a medida como uma forma de reorganização administrativa que não resultaria em aumento de despesas. Essa decisão se torna ainda mais significativa considerando que estão sendo investigados os casos de exonerações ligadas a esses departamentos.
As medidas têm efeito cumulativo: só nas últimas semanas, cerca de 500 funcionários comissionados que ocupavam cargos nomeados durante a gestão anterior foram dispensados, e os desdobramentos dessa “varredura” prometem continuar. Informações recentes indicam uma reestruturação em estatais, apontando para a saída de Antonio Carlos dos Santos da diretoria da Cedae, após mudanças no comando da presidência.
Além disso, Couto nomeou um novo presidente para o Fundo Único de Previdência Social do Estado, Felipe Derbli de Carvalho Baptista, que assume a função visando uma gestão mais eficiente. As novas diretrizes de contratos e licitações, que estão sendo propostas, mencionam a necessidade de “racionalização das despesas públicas” e devem ser alinhadas com o atual cenário orçamentário do estado. Essa reformulação é uma resposta direta aos desafios enfrentados no gerenciamento das finanças estaduais.
Enquanto isso, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do estado tem avançado com novas contratações avaliadas em R$ 418,5 milhões, embora não tenha fornecido informações claras sobre os contratos e licitações em aberto. Com essa combinação de exonerações e reestruturações, o governo em exercício busca não apenas cortar despesas, mas também redesenhar a máquina pública fluminense em um momento de relevância crítica.







