Irmã de Sicário ameaça expor segredos que podem comprometer família de ex-banqueiro em investigação da Polícia Federal sobre organização criminosa no Rio de Janeiro.

A investigação da Polícia Federal (PF) em torno do caso Master trouxe à tona revelações preocupantes sobre a dinâmica familiar de Luiz Phillipi Mourão. Conhecido como Felipe Mourão ou Sicário, ele é o centro de uma trama que envolve ameaças, chantagens e uma rede de intimidação. Mensagens obtidas pela PF mostram que sua irmã, Joana, não hesitou em ameaçar expor informações que poderiam comprometer a integridade da família de Daniel Vorcaro, um ex-banqueiro com conexões questionáveis no mundo do crime.

Os diálogos entre Joana e outros membros de um grupo de WhatsApp, datados de 26 de abril de 2026, foram revelados durante a análise da PF e posteriormente tornados públicos pelo ministro André Mendonça, responsável pelo caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Esses diálogos revelam um lado sombrio da relação entre Joana e a família Vorcaro, destacando as dificuldades financeiras e emocionais enfrentadas por ela após a morte de seu irmão.

Em suas mensagens, Joana expressa descontentamento com Henrique Vorcaro, pai de Daniel, alegando que ele não ofereceu apoio financeiro à família em um momento de crise. O tom ameaçador aumenta quando ela menciona ter em mãos dados que poderiam “acabar com a delação do filho e do cunhado”, insinuando que possui material comprometedor sobre a família Vorcaro. Essas informações são tão potencialmente explosivas que Joana afirma ter capacidade de “encerrar com a família inteira”.

Além disso, o relatório da PF sugere que Joana teria tido acesso não autorizado ao iCloud de seu irmão, com um primo indicando que ela passou uma noite em claro analisando o conteúdo armazenado. Esse acesso pode ter intensificado suas ameaças.

Diante de tal situação, Manoel Mendes Rodrigues, identificado como um operador do jogo do bicho e braço direito das operações de Vorcaro no Rio de Janeiro, tentou acalmar a irmã, sugerindo que a conversa fosse feita pessoalmente para evitar que ela se prejudicasse. A PF classifica Manoel como uma figura central em uma organização criminosa armada, conhecida por intimidar rivais e acessar informações sigilosas, o que levanta preocupações sobre a segurança e a justiça no cenário criminal da região.

As revelações sobre essas relações complicadas entre os Mourão e o clã Vorcaro mostram uma teia de corrupção e intimidação que pode abalar ainda mais a já conturbada história do submundo do crime no Brasil.

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