Nos bastidores, a movimentação foi alimentada por conversas com o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, que também buscou apoio no Senado junto a lideranças do seu partido. O consenso entre as partes é de que é fundamental trabalhar em conjunto em Minas, embora ainda não se tenha um nome definido para liderar a chapa que disputará o Palácio Tiradentes. A análise dentro do PL sugere que a crescente candidatura do ex-governador Romeu Zema, do Novo, pode complicar uma aliança entre os bolsonaristas mineiros e os grupos de Zema.
Zema chegou a ser cogitado para vice na chapa de Flávio, mas as negociações não progrediram, pois Zema preferia manter sua própria candidatura. Também pesa nesse cenário a percepção de que uma aliança com Zema não traria votos significativos para Flávio. Há uma preocupação de que um acordo em nível estadual poderia prejudicar o projeto presidencial do senador, especialmente em um dos maiores colégios eleitorais do país.
Zé Vitor reafirmou o compromisso do PL de consolidar uma aliança com os Republicanos, destacando a importância dessa parceria. “Definimos construir um projeto entre PL e Republicanos em Minas,” disse ele. Essa nova orientação pode ser vista como um revés paraZema, que havia recentemente tentado se aproximar do PL.
Por outro lado, a combinação de Flávio com Cleitinho Azevedo surge como uma alternativa promissora, já que o senador do Republicanos é visto como um candidato forte nas pesquisas, alcançando 30% das intenções de voto em recente levantamento. Nos últimos dias, aliados de Flávio começaram a explorar a ideia de uma chapa que unisse os dois nomes, uma proposta que ganhou o apelido de “Flávio e Flávio.” Entretanto, Azevedo tem sido claro em negar publicamente que abrirá mão de sua pré-candidatura. Assim, o cenário permanece fluido, com a articulação ainda em evolução e as peças do tabuleiro político se movendo em perfeita sincronia para o embate eleitoral que se avizinha.





