A nova comissão contará com cinco membros: três do Partido Liberal (PL), um representante da federação União Brasil-PP e um do PSD. O intuito desse grupo é desenvolver estudos e sugestões que visem não apenas o redimensionamento da estrutura administrativa do estado, mas também promover um debate mais amplo sobre austeridade fiscal, controle de despesas e modernização da gestão pública.
Um dos pontos centrais da atuação da comissão será a análise minuciosa do orçamento dos três poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário. A ideia é acompanhar o crescimento das despesas públicas e buscar métodos que assegurem o equilíbrio fiscal sem comprometer serviços essenciais à população.
A criação da comissão se insere em um contexto de crescente preocupação com a saúde financeira do estado. Nos bastidores da Alerj, há um entendimento de que essa iniciativa pode ser uma resposta às frequentes exonerações promovidas pelo governador em exercício, Ricardo Couto, além de uma resposta à pressão exercida sobre os deputados para que se revisem os gastos permanentes.
Esse tema ganha ainda mais relevância à medida que a tramitação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 se aproxima. Nos próximos dias, a Comissão de Orçamento iniciará discussões sobre o projeto que o Executivo estadual enviou à Casa, o qual já antecipa um déficit significativo, estimado em cerca de R$ 13 bilhões para o próximo exercício.
Com as previsões de um cenário desfavorável para os dois anos subsequentes, a urgência por ações de contenção se torna evidente. Os parlamentares esperam que a nova comissão não apenas funcione como um canal de diálogo permanente sobre a eficiência da administração pública, mas também avalie contratos e revise despesas, aprimorando os mecanismos de controle orçamentário do estado.





