Quaquá Retira Apoio a Benedita da Silva e Critica Intervenção do PT nas Suplências para o Senado no Rio de Janeiro

O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, anunciou na última terça-feira sua desistência em apoiar a pré-candidatura da deputada Benedita da Silva ao Senado pelo Rio de Janeiro. A decisão foi comunicada em uma conversa no WhatsApp, onde discutiu-se uma proposta da Executiva nacional do partido para intervir no processo de escolha dos suplentes da chapa.

Conforme a proposta apresentada, a definição dos suplentes deveria ser feita diretamente pelo diretório nacional do PT, o que implicaria a suspensão das deliberações das instâncias estaduais referentes a essa questão. Essa estratégia diminui significativamente a influência de Quaquá, que lidera o diretório estadual e vinha manifestando resistência à indicação de Manoel Severino, ex-presidente da Casa da Moeda, como o primeiro suplente da chapa de Benedita.

À medida que a votação sobre a intervenção nacional se desenrolava no grupo, Quaquá não hesitou em expressar sua insatisfação. Em uma mensagem contundente, afirmou: “Estou cagando para a suplência. Mas não contem comigo para a eleição dela (Benedita). Não vou botar minhas digitais nessa burrice.” Ele ainda acrescentou que a resolução estava comprometida, pois a retirada da decisão pelo PT do Rio deixava Benedita à mercê de sua própria eleição e o que chamou de “capitania hereditária” que estaria sendo criada em torno dela.

Quaquá tinha proposto a indicação de dois aliados — o vereador carioca Felipe Pires e o cantor gospel Kleber Lucas — para as suplências de Benedita, argumentando que a escolha de Severino poderia manchar a candidatura da deputada e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente por conta de seus supostos “escândalos”. Por outro lado, Benedita enfatizou a importância de ter a autonomia para escolher sua conformação de chapa.

A proposta de intervenção da Executiva nacional do PT destacou a relevância da unidade partidária na formação de uma chapa forte no Rio, sublinhando que as escolhas estaduais deveriam se alinhar às diretrizes do partido em nível nacional. Apesar de Quaquá pertencer à corrente CNB, que comanda o diretório nacional, sua oposição às decisões da candidata Benedita não teve apoio suficiente entre os membros da Executiva.

A candidatura de Benedita ao Senado faz parte da aliança que apóia o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que está na disputa pelo governo estadual. A definição sobre a segunda candidatura ao Senado pelo grupo ainda está pendente, já que, em 2026, haverá duas vagas disponíveis por estado. O desenrolar dessa questão demonstra uma intricada teia de interesses e alianças dentro do PT, refletindo as tensões internas que caracterizam o cenário político atual.

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