Entre os vencedores, a diretora paulista Alice Riff se destacou ao conquistar o prêmio na Competição Brasileira de Longas ou Médias-Metragens com seu documentário Sagrado. A obra oferece um olhar profundo sobre a rotina de professores e funcionários de uma escola pública situada em Diadema, na Grande São Paulo. A relevância social da temática abordada rendeu a Riff um prêmio de R$ 20 mil, que reconhece o impacto de seu trabalho no panorama educacional.
Na categoria de melhor curta-metragem brasileiro, o filme Os Arcos Dourados de Olinda, dirigido por Douglas Henrique, uma nova voz emergente do Pernambuco, captou a atenção do público e dos jurados. O curta explora as controvérsias em torno da instalação de uma unidade da rede McDonald’s na cidade, trazendo à luz questões de identidade e patrimônio cultural, e levou para casa um prêmio de R$ 6 mil.
No que tange à Competição Internacional de Longas ou Médias-Metragens, o grande vencedor foi Um Filme de Medo, uma produção que reúne talentos da Espanha e de Portugal sob a direção do brasileiro Sergio Oksman, que atualmente reside em Lisboa. O filme, inspirado no clássico “O Iluminado”, de Stanley Kubrick, narra a experiência de Oksman e seu filho em um hotel com uma atmosfera inquietante, e recebeu um prêmio no valor de R$ 12 mil.
Além disso, o curta-metragem internacional premiado foi Sonhos de Apagão, uma produção dos diretores Gabriele Licchelli, Francesco Lorusso e Andrea Settembrini, que retrata os frequentes blecautes em Cuba. Esta obra recebeu R$ 6 mil por sua contribuição ao entendimento das complexidades enfrentadas na ilha.
O festival É Tudo Verdade 2023 foi um verdadeiro sucesso, apresentando um total de 75 filmes oriundos de 25 países, e proporcionando sessões gratuitas em quatro cinemas em São Paulo e três no Rio de Janeiro. A diversidade e qualidade das obras exibidas reafirmam a importância do festival como um espaço de discussão e reflexão sobre o documentário contemporâneo.







