Logo no início, a Bélgica apresentou uma proposta de jogo arrojada, vestindo uma inusitada camisa azul clara com bolinhas rosas. Com apenas oito minutos, Trossard tentou um chute de dentro da área, mas o goleiro senegalês Diaw fez a defesa. Senegal respondeu rapidamente, quase abrindo o placar aos 12 minutos, quando Ismaila Sarr, em posição privilegiada após falha de Courtois, viu seu chute balançar a trave. A pressão da equipe africana era clara, e a recompensa veio aos 24 minutos: Diarra marcou, após uma cabeçada de Sarr que bateu na trave, colocando Senegal à frente.
A Bélgica, sob o comando do técnico Rudi Garcia, teve dificuldades para reagir. Mesmo com algumas tentativas de ataque, como em chutes de Doku e De Cuyper, o domínio senegalês persistiu até o intervalo. Com a desvantagem de 1 a 0, a seleção belga parecia precisar de uma mudança.
No segundo tempo, Senegal ampliou a vantagem com um gol de Ismaila Sarr, que terminou por marcar o segundo da noite logo aos 5 minutos. Contudo, as substituições de García começaram a dar efeito. A entrada de Lukaku trouxe uma nova dinâmica, e a Bélgica encurtou distâncias com o gol de Lukaku aos 40 minutos, seguido por um empate dramático de Tielemans aos 43.
A prorrogação foi marcada por tensão, com ambas as seleções hesitando em se expor a contra-ataques. Porém, a intensidade belga aumentou na segunda metade do tempo extra. Após uma série de jogadas, o VAR acabou envolvendo-se na partida, resultando em um pênalti para a Bélgica, quando Tielemans foi calçado na área. Nos acréscimos finais, Tielemans converteu a penalidade, garantindo um surpreendente 3 a 2.
Com 67 mil torcedores nas arquibancadas, a Bélgica realizou uma das maiores viradas da Copa e conquistou sua classificação para as oitavas de final, onde enfrentará o vencedor do duelo entre Estados Unidos e Bósnia Herzegovina. A trajetória da nova geração belga continua, e a expectativa agora é alta para o próximo desafio.





