A pressão para a reabertura dessas bases se intensificou à medida que o Equador experimenta um aumento alarmante na taxa de homicídios, impulsionado pelo tráfico de drogas que atravessa suas fronteiras. Os narcotraficantes, que utilizam os portos equatorianos para movimentar cocaína da Colômbia e do Peru, tornaram o combate ao crime uma prioridade nacional. Os problemas não param por aí; a economia do país, já debilitada por uma infraestrutura precária e uma crise energética, agrava a situação. O ex-presidente Guillermo Lasso foi incapaz de concluir seu mandato, renunciando ao cargo após dois anos de governo em um ambiente cada vez mais caótico.
Noboa, em sua nova administracão, declarou estado de emergência para enfrentar a violência, um movimento que muitos analistas consideram mais uma sinalização de guerra interna do que uma solução real. Essa situação levanta preocupações acerca da eficácia de uma possível colaboração militar americana, com especialistas questionando a lógica e os benefícios de uma repetição da experiência anterior em Manta. Historicamente, a presença militar dos EUA não se traduziu em melhorias significativas para o Equador, sendo associada a violações de direitos humanos e à perpetuação da ineficácia no combate ao narcotráfico.
Além disso, críticos alertam que essa reabertura poderia comprometer ainda mais a soberania do Equador, transformando o país em um território de influência externa, em detrimento de suas prioridades locais. A percepção é de que a proposta de Noboa reflete não uma busca genuína por segurança, mas um alinhamento com interesses geopolíticos que poderiam marginalizar ainda mais a autonomia equatoriana. Em um contexto onde os recursos naturais do país são valiosos em uma economia global em transformação, a discussão sobre a presença militar americana é mais pertinente do que nunca.
