Construído em 1862, o Palacete Imperial abrigou diversas instituições ao longo dos anos mas, atualmente, encontra-se em situação de depredação e ocupação irregular. Moradores relatam que o local está ocupado por pessoas em situação de rua e que, apesar de promessas de revitalização, nenhum projeto foi concluído.
O prédio é patrimônio tombado da cidade e, desde 2012, é responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), embora pertença à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 1978. A intenção era instalar no local o Centro Nacional de Arqueologia (CNA), porém as negociações não avançaram.
Em nota, o Iphan informou que realizou obras emergenciais no Palacete Imperial e cumpriu as intervenções acordadas com a UFRJ, incluindo a limpeza da edificação. O Instituto esclareceu que entrou com um pedido para encerrar o contrato de responsabilidade com a UFRJ, processo que está em tramitação.
A Defesa Civil mantém o prédio interditado devido ao risco de desabamento e notificou tanto o Iphan quanto a UFRJ sobre os problemas estruturais. A Universidade Federal do Rio de Janeiro, procurada para prestar esclarecimentos, não se manifestou até o momento.
Diante desse cenário, a população da região aguarda por uma solução que garanta a preservação do patrimônio histórico e a segurança de todos os envolvidos. Enquanto isso, o Palacete Imperial continua como um retrato do descaso com a memória e a arquitetura da cidade do Rio de Janeiro.




