O estudo mensal é realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, que faz projeções sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) com base em dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária. Vale ressaltar que o dado oficial é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A coordenadora da pesquisa, economista Juliana Trece, destacou a desaceleração da atividade econômica, com crescimento de 1% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o trimestre anterior. A desaceleração foi observada em todas as grandes atividades econômicas pesquisadas, como agropecuária, indústria e serviços, exceto no consumo, que manteve um ritmo de crescimento constante.
Trece ressaltou que o resultado do segundo trimestre, apesar da desaceleração, foi o 20º resultado positivo consecutivo, indicando a resiliência da economia brasileira diante de desafios externos e internos. Entre os desafios mencionados pela economista estão a guerra no Oriente Médio, que impacta no preço do petróleo, os juros elevados no Brasil e o alto endividamento da população.
No cenário macroeconômico, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros, a Selic, para 14% ao ano, como forma de tentar controlar a inflação. Além disso, o Monitor do PIB demonstrou que o consumo das famílias teve um crescimento de 2,6% no segundo trimestre, enquanto as exportações e importações também apresentaram aumento.
O resultado oficial do PIB do segundo trimestre será divulgado pelo IBGE no dia 1º de setembro, sendo aguardado com expectativa pelo mercado financeiro. As projeções indicam que a economia brasileira pode encerrar o ano com um crescimento de 1,98%, de acordo com o relatório Focus do Banco Central, enquanto o Ministério da Fazenda prevê uma variação de 2,3%.




