Os registros de 118.037 casos de malária contraídos no território nacional em 2025 representam uma queda de 15% em relação ao ano de 2024, alcançando o menor número de casos desde 1978. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical que o país atingiu a menor taxa de incidência da doença em 47 anos de história.
Essa redução expressiva nos números da malária foi atribuída à inclusão da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2024. O medicamento, administrado em dose única, tem se mostrado eficaz na prevenção de novas manifestações da doença, somado à ampliação do diagnóstico e oferta de tratamento adequado. A tafenoquina foi considerada pelo ministério como um dos principais avanços nos tratamentos disponíveis, sendo indicada para pacientes adultos com determinadas características físicas.
O impacto positivo do uso da tafenoquina pôde ser constatado em diversas regiões do país, especialmente em áreas indígenas. No Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami, mais de 1.500 pessoas receberam tratamento com o medicamento, resultando em uma redução significativa nas recaídas de malária em relação ao ano anterior. Além disso, a passagem de 17 mil para 7,6 mil casos da doença entre janeiro e julho indica uma melhora significativa na situação epidemiológica dessas localidades.
Por fim, o ministro Padilha ressaltou a importância da vacinação contra o sarampo, em resposta aos 38 casos importados da doença identificados em diferentes estados do país. Ele enfatizou a necessidade de manter a imunização em alta para impedir surtos da doença, destacando os esforços do governo para garantir a saúde da população brasileira.




