EDUCAÇÃO – Enem em São Paulo não será prejudicado por falta de energia após fortes chuvas, garante Ministério de Minas e Energia

O Ministério de Minas e Energia (MME) assegurou que haverá fornecimento de energia nos locais de realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no estado de São Paulo, mesmo após as fortes chuvas que atingiram a região na sexta-feira (3). As provas estão marcadas para amanhã (5) e no próximo domingo (12).

De acordo com um levantamento preliminar da concessionária Enel, que atende a capital e mais 23 municípios do estado, pelo menos 2,1 milhões de pessoas ficaram sem energia em São Paulo. Entretanto, cerca de 600 mil usuários já tiveram o serviço restabelecido. Das 308 escolas que estão sob a área de atuação da Enel e que vão receber o Enem, 84 tiveram algum problema de fornecimento de energia elétrica. A empresa está apurando quantas seguem sem energia.

Para garantir o atendimento no local de prova, a pasta informou que, nos locais onde a rede não for restabelecida por meio do sistema de distribuição, as concessionárias deverão alocar geradores. Dessa forma, os estudantes não terão seus direitos prejudicados.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, todas as áreas afetadas pela queda de energia, incluindo a região metropolitana, foram identificadas e estão sendo monitoradas. Cerca de 90% do serviço de distribuição de energia em São Paulo já está funcionando normalmente.

Neste sábado (4), Alexandre Silveira, do MME, determinou a abertura de uma sala de situação para acompanhar o fornecimento de energia elétrica em São Paulo. O ministério e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estão trabalhando junto às concessionárias de distribuição de energia elétrica do estado para identificar as situações de falta de fornecimento causadas pelas chuvas.

O MME já havia solicitado às distribuidoras que organizassem planos de contingência para garantir o fornecimento de energia elétrica durante as datas do Enem. Esses planos incluíam o reforço das equipes de plantão e a suspensão de atividades que pudessem colocar o atendimento em risco.

Além disso, o estado de São Paulo registrou seis mortes decorrentes dos temporais. As velocidades dos ventos atingiram marcas preocupantes, com 151 km/h em Santos e 103,7 km/h na capital paulista, o recorde dos últimos cinco anos. Quatro pessoas perderam a vida em consequência da queda de árvores, uma em Osasco, uma em Suzano e duas na zona leste de São Paulo. Também ocorreram óbitos em Limeira, por desabamento de um muro, e em Santo André, devido à queda da parede de um prédio.

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