Os dados foram oficialmente apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam uma trajetória de fortalecimento no varejo, que já havia demonstrado resultados positivos no final de 2025. O índice de média móvel trimestral, que é uma importante métrica para analisar tendências ao longo do tempo, registrou um crescimento modesto de 0,2% no trimestre encerrado em fevereiro. Essa continuidade de resultados positivos sugere uma recuperação consistente após um período de retração.
O gerente da PMC, Cristiano Santos, apontou que a transição do mês de dezembro para janeiro já havia mostrado um desempenho de 0,4%, contrastando com os resultados negativos que o setor enfrentou anteriormente. De fato, a queda registrada em dezembro foi a única nesse intervalo de seis meses, o que ressalta a mudança positiva de panorama.
Dentre as categorias analisadas, quatro se destacaram com crescimento nas vendas em fevereiro: livros, jornais, revistas e artigos de papelaria (2,4%); combustíveis e lubrificantes (1,7%); hiper e supermercados, englobando produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%); e, por último, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%). Por outro lado, algumas categorias apresentaram declínios, como equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-2,7%), artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%), tecidos, vestuário e calçados (-0,3%) e móveis e eletrodomésticos (-0,1%).
Santos atribui esse aquecimento das vendas principalmente à revitalização das atividades que atendem às necessidades básicas do comércio, especialmente nos segmentos de hipermercados e supermercados. Estes setores têm um peso considerável na composição geral do desempenho do varejo, indicando uma mudança nos hábitos de consumo da população que pode estar se adaptando a novas condições econômicas e sociais. Esse panorama otimista apresenta um sinal encorajador para o futuro do comércio no Brasil.






