Esse número é significativo, pois indica um aumento de 5,5% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, além de uma alta de 2,9% em relação a março deste ano. A Associação Brasileira de Embalagens em Papel, que conduziu a pesquisa em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, atribui esse crescimento ao aumento nas compras de consumidores que utilizam esse tipo de embalagem, ressaltando a importância do material como um indicador da saúde econômica de diversos setores.
As embalagens de papel, segundo a entidade, são um reflexo direto da movimentação na economia real, uma vez que são utilizadas em uma ampla gama de produtos, incluindo alimentos, cosméticos e produtos farmacêuticos. Essa versatilidade faz com que sua demanda seja um termômetro importante para avaliar o desempenho industrial do país.
Recentemente, a atividade industrial se mostrou estável, apresentando um leve aumento de 0,6% em 2025, mesmo sob a pressão de juros elevados. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam para um crescimento de 1,3% na atividade industrial no primeiro trimestre deste ano, assim como um aumento modestos de 0,4% nos últimos 12 meses. Esses números corroboram as tendências observadas pela Empapel, que destaca a resiliência do setor em um ambiente econômico desafiador.
Em suma, a alta nas vendas de embalagens de papel não é apenas um sinal de recuperação para essa indústria, mas também um indicador das movimentações maiores dentro da economia brasileira. O cenário atual sugere um futuro otimista, com potencial para impulsionar ainda mais o crescimento em setores variados.




