ECONOMIA – União Quitou R$ 834,8 Milhões em Dívidas de Estados e Municípios em Maio; Total de 2026 Atinge R$ 2,2 Bilhões Recuperados.

Em maio de 2026, a União honrou dívidas atrasadas de estados e municípios, totalizando R$ 834,8 milhões. Esse montante, conforme dados do Tesouro Nacional, somado ao que foi pago neste ano, já chega a R$ 2,2 bilhões. Esse recurso é fundamental para aliviar a pressão financeira de diversas regiões do país, como demonstram os valores que foram especificamente direcionados a três estados: o Rio de Janeiro recebeu R$ 619,61 milhões, o Rio Grande do Sul, R$ 212,36 milhões, e o Rio Grande do Norte, R$ 2,66 milhões. Além disso, esferas municipais também foram beneficiadas, com as prefeituras de Paranã (TO) e Santanópolis (BA) tendo suas dívidas quitadas num total de R$ 167,79 mil.

Desde 2016, a União já saldou impressionantes R$ 88,73 bilhões em dívidas garantidas. As garantias oferecidas pelo Tesouro Nacional visam assegurar empréstimos contraídos por estados e municípios, servindo como um seguro contra calotes. Quando ocorre a inadimplência, o Tesouro cobre a dívida, mas, em contrapartida, desconta o montante das transferências federais que seriam destinadas aos entes federados, além de restringir novas concessões de crédito.

É relevante destacar que a restituição de algumas contragarantias remuneradas pela União é frequentemente afetada por decisões judiciais ou legislações que suspendem a execução desse tipo de garantias. Desde 2016, a União recuperou R$ 6,04 bilhões em contragarantias, a maior parte proveniente de dívidas dos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Neste ano, o valor recuperado já alcançou R$ 118,04 milhões.

O Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag) é uma iniciativa que visa renegociar dívidas estaduais, oferecendo condições vantajosas em termos de juros e prazos, o que possibilita um aumento significativo nos investimentos locais. Após a derrubada de vetos pelo Congresso, 22 estados já aderiram ao programa, com exceção de algumas unidades como o Distrito Federal e o Paraná.

Por último, é importante mencionar as dificuldades enfrentadas pelo Rio Grande do Sul, que, devido a enchentes em 2024, teve o pagamento de sua dívida suspenso por três anos, com juros perdoados durante esse período. Esse cenário reflete as complexidades das finanças públicas e a necessidade de um planejamento robusto para evitar crises futuras.

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