A digitalização do processo de declaração tem ganhado destaque nos últimos anos, especialmente com o uso da declaração pré-preenchida, que em 2026 foi utilizada em 59,8% das submissões. Essa ferramenta, que permite ao contribuinte preencher sua declaração com dados que já estão disponíveis na Receita Federal, se consolidou como um facilitador essencial, embora a Receita tenha reforçado a importância da revisão dessas informações, uma vez que erros ainda podem ocorrer.
Além da declaração pré-preenchida, a Receita também observou um aumento no uso do aplicativo Meu Imposto de Renda (MIR). Em 2026, essa ferramenta foi responsável por 22% das declarações enviadas, um recorde absoluto. No entanto, o Programa Gerador da Declaração (PGD), ainda se manteve como o canal mais utilizado, concentrando 78% dos envios. Isso indica uma transição gradual no comportamento dos contribuintes, que estão se adaptando mais às soluções digitais.
Uma das novidades mais significativas deste ano foram as mudanças no calendário de restituições, que foram reduzidas de cinco para quatro lotes. Essa alteração permitirá que aproximadamente 56% dos contribuintes que têm direito à restituição recebam seus valores mais rapidamente. O primeiro lote, pago em 29 de maio, alcançou um montante recorde de R$ 16 bilhões, beneficiando cerca de 9 milhões de pessoas.
É importante destacar que os contribuintes que não conseguiram enviar suas declarações dentro do prazo devem fazê-lo assim que possível, pois atrasos podem resultar em multas e complicações na regularização do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).
Por fim, as doações realizadas durante a declaração para fundos destinados à criança e ao idoso alcançaram R$ 419,6 milhões em 2026, superando o valor do ano anterior e destacando o potencial de destinação ainda não explorado, que pode atingir até R$ 16,7 bilhões. Os resultados deste ano consolidam a eficácia das iniciativas digitais da Receita e fortalecem a relação de confiança entre o Fisco e os contribuintes.





