Ao se observar o desempenho anual, o IPCA-15 acumulou um aumento de 3,02% até maio de 2026, e nos últimos doze meses, a taxa alcançou 4,64%, superando o 4,37% anotado no mesmo período do ano anterior. Para se ter uma ideia, em maio de 2025, o índice foi de 0,36%.
Analisando os setores de produtos e serviços, a alimentação e bebidas se destacaram com um aumento significativo de 1,38%. Outros grupos que contribuíram para este resultado foram habitação, com alta de 1,03%, e saúde e cuidados pessoais, que subiram 1,05%. Por outro lado, o setor de transportes apresentou uma queda de 0,33%, refletindo uma desaceleração nos preços dos combustíveis, que passaram de uma alta de 6,06% em abril para uma diminuição de 1,47% em maio. Nesse segmento, o etanol, o óleo diesel e a gasolina também registraram recuos de 2,73%, 2,04% e 1,32%, respectivamente.
Um aspecto interessante dos transportes foi a redução nas tarifas de ônibus em algumas cidades, como São Paulo e Salvador, onde foram implementadas gratuidade ou cortes nas tarifas aos domingos e em feriados, o que impactou as variações nos preços.
No caso da alimentação e bebidas, o aumento de 1,38% teve como fatores positivos a elevação nos preços da batata-inglesa (26,29%) e do tomate (12,97%), enquanto a alimentação fora do domicílio também apresentou desaceleração, marcando uma alta de 0,51%. Essa desaceleração refletiu nas refeições, que subiram menos do que em abril.
Por fim, no setor de saúde e cuidados pessoais, os preços foram impulsionados pelo aumento nos produtos de higiene pessoal e farmacêuticos, além do reajuste permitido de até 3,81% nos medicamentos desde abril.
Os dados foram coletados entre 16 de abril a 15 de maio e abrangem famílias com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos nas principais regiões metropolitanas do país. O cenário atual evidencia as complexidades da inflação e suas repercussões em diferentes setores da economia.





