De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda mencionadas pelo presidente brasileiro, a taxação de 2% sobre o patrimônio dos indivíduos super-ricos poderia gerar cerca de US$ 250 bilhões anualmente, recursos que poderiam ser destinados ao combate à desigualdade e ao financiamento de iniciativas ambientais. Lula destacou que a história do G20 está intrinsecamente ligada às crises econômicas recentes e ressaltou a necessidade de corrigir os excessos de desregulação dos mercados financeiros.
O presidente também criticou a gestão da crise de 2008, apontando que muitas vezes as decisões priorizaram o setor privado em detrimento das necessidades das pessoas e dos países em desenvolvimento. Lula ressaltou que a persistência das desigualdades globais alimenta o extremismo político e coloca em risco a democracia em todo o mundo.
Além disso, o presidente enfatizou a importância de garantir que a inteligência artificial não represente uma ameaça para a humanidade. Citando um poema de Carlos Drummond de Andrade, Lula destacou a necessidade de superar o medo e promover o diálogo na governança global para evitar retrocessos e garantir um futuro mais justo e equitativo para todos.
A sessão da Cúpula de Líderes do G20 que discutiu a reforma da governança global teve início com atraso e apenas o discurso de Lula foi transmitido ao público. Os líderes presentes estão debatendo a proposta brasileira e buscando consenso sobre as medidas a serem adotadas para promover a estabilidade e o desenvolvimento sustentável em escala global.
