Em uma coletiva de imprensa, Silveira destacou que a medida, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), faz parte de uma estratégia maior para incrementar a autossuficiência do país em biocombustíveis. Ele enfatizou que o aumento no percentual de etanol anidro não apenas alivia os custos para o consumidor, mas também promove o uso de recursos energéticos disponíveis internamente.
Inicialmente, a nova regra terá validade de 180 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais seis meses. O ministro, no entanto, deixou claro que a possibilidade de tornar essa alteração permanente não é descartada, dependendo dos resultados observados durante o período de teste. “A transitoriedade dos 32% é um excesso de zelo”, afirmou, transmitindo confiança na viabilidade da nova mistura.
Silveira também mencionou que a decisão foi fundamentada em testes realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia, que atestaram que a mistura de etanol na gasolina não prejudica o desempenho de veículos, incluindo aqueles que não são equipados com motores flex. O ministério está seguro de que essa mudança positiva será implementada sem comprometer a eficiência dos automóveis.
Adicionalmente, o ministro assegurou que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) continuará a monitorar e realizar testes para verificar os impactos de misturas com teores ainda mais altos de etanol, como o E35 (35%). Silveira ressaltou que a continuidade dos testes não implica automaticamente a aprovação de aumentos no teor de etanol, pois isso dependerá de análises econômicas detalhadas. Assim, o governo busca um equilíbrio entre a viabilidade econômica e o benefício para os consumidores na hora de adotar novas normas.
Essa medida, portanto, representa um passo importante na busca pela evolução do setor energético brasileiro, ao mesmo tempo que promove vantagens econômicas e sustentáveis para a população.
