Por outro lado, a situação em alguns postos apresentava discrepâncias em relação às informações disponíveis. A AMA UBS Fazenda do Carmo, na Cidade Tiradentes, e a AMA UBS Vila Medeiros, na Vila Medeiros, foram apontados como sem filas, mas as atualizações não refletiam a realidade da tarde, mostrando dados obsoletos desde as primeiras horas do dia.
Um dos locais bastante procurados foi a AMA UBS Integrada Água Rasa Dr. Marcos Andrade Corsato, que atende a região entre Tatuapé e Mooca. Ao meio-dia, a fila se estendia para fora do estabelecimento, e a espera para a vacinação ultrapassava uma hora.
Entre os pacientes estava Ana Beatriz Chacur, de 42 anos, que aguardava com suas filhas gêmeas de 12 anos e o marido. Elas decidiram procurar a vacina após receberem alertas pelo colégio e pelas redes sociais a respeito da importância da imunização frente ao rápido avanço da doença. Ela mencionou que a escola não pode exigir a vacinação como obrigação, mas incentivou os alunos a se vacinarem. “Já sabíamos que este posto estaria aberto, então viemos”, contou Ana Beatriz.
A situação mostra que, embora apenas 62 postos estejam em funcionamento no sábado, a demanda por vacinação permanece alta, especialmente entre famílias que buscam proteger suas crianças. A coordenação de saúde da cidade informou que na sexta-feira anterior foram aplicadas 84.632 doses de vacinas contra o sarampo em um único dia, um número recorde desde o início da mobilização em agosto. Neste sábado, a zona leste da capital concentrou o maior número de locais abertos, com 24 unidades disponíveis, enquanto outras regiões apresentaram menos opções, refletindo a desigualdade no acesso à saúde pública na cidade.
João Silva, de 21 anos, foi um dos que aproveitou a oportunidade de se vacinar, motivado por informações sobre um aumento de casos de sarampo. “Fiquei sabendo pela internet que havia um surto, então procurei um posto para me vacinar antes que a doença se alastre”, declarou o jovem, que estava disposto a enfrentar a fila para garantir sua imunização.
