Apesar desse repasse, o Banco Central destaca que uma quantia considerável ainda está disponível para saque por pessoas físicas e jurídicas que não realizaram o resgate dos seus valores. O novo cenário foi influenciado pela entrada em vigor da Lei 14.973/2024, que estabelece a transferência de ativos esquecidos que não foram solicitados dentro de um prazo estipulado pelo governo. Essa prática está sendo investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que analisa se fundos fora do Orçamento público estão sendo utilizados para programas federais.
Do total atual de R$ 6,24 bilhões, aproximadamente R$ 4,44 bilhões pertencem a 24,08 milhões de indivíduos, enquanto R$ 1,8 bilhão é de propriedade de 2,27 milhões de empresas. Desde a criação do Sistema de Valores a Receber (SVR), o Banco Central já restituiu R$ 15,47 bilhões aos titulares.
Os recursos esquecidos estão alocados entre várias instituições financeiras, com a maior parte concentrada nos bancos, totalizando R$ 2,91 bilhões. Outras categorias incluem administradoras de consórcio, cooperativas de crédito e instituições de pagamento.
A maioria das pessoas que podem receber valores esquecidos são aquelas que mantiveram contas em bancos, cooperativas ou financeiras. Os recursos podem ser de contas encerradas, tarifas indevidas, parcelas de empréstimos cobradas em excesso, entre outros. Entretanto, a maior parte dos beneficiários encontrará quantias pequenas para resgatar: 67,6% têm até R$ 10 a receber.
Para realizar a consulta do montante que pertence a cada um, o Banco Central disponibiliza um sistema simples e gratuito, onde os cidadãos devem acessar o SVR, informar seus dados e seguir as orientações. Além disso, a instituição também oferece a opção de resgate automático para pessoas que utilizam o CPF como chave Pix, facilitando ainda mais o acesso a esses recursos.
Por fim, é importante ressaltar que herdeiros ou representantes legais de pessoas falecidas também têm a possibilidade de consultar valores deixados por elas, desde que siga os procedimentos adequados para a liberação. Essa prática pode contribuir para que mais recursos sejam efetivamente resgatados e utilizados.
