Esse novo poço se junta a outras descobertas recentes na região, visto que está a apenas 18 km do poço Sirius-1 e a 9 km do poço Copoazu-1, ambos anteriormente identificados como promissores para reservas de gás. A perfuração do Sandia-1 começou em 12 de junho e atingiu a profundidade final em 29 de agosto, com os detalhes técnicos da descoberta sendo avaliados por meio de perfis de poço e análises laboratoriais.
A Petrobras está realizando suas operações na Colômbia através de sua subsidiária Petrobras International Braspetro B.V – Sucursal Colômbia, em parceria com a estatal colombiana Ecopetrol. Neste consórcio, os colombianos possuem uma participação de 55,56%, enquanto a Petrobras detém 44,44%, mas é a operadora principal da exploração. A empresa brasileira acredita que essa descoberta fortalece o potencial do gás natural no offshore colombiano e contribuirá para a segurança energética da região.
Além de seu papel na Colômbia, a Petrobras tem se concentrado na busca por novas fronteiras energéticas globalmente, com o objetivo de recompor suas reservas. Isso se alinha a sua estratégia de longo prazo de atender à crescente demanda por energia durante a transição energética.
Cabe ressaltar que a Bacia de Guajira é considerada parte da margem equatorial, uma região avaliada por especialistas como tendo um promissor potencial de reservas. A Petrobras já havia divulgado, em 2024, a descoberta do maior reservatório de gás natural da história da Colômbia nessa bacia, com a produção destinada prioritariamente ao mercado interno do país devido à alta demanda.
No Brasil, a companhia também busca expandir suas atividades, tendo recentemente obtido licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para exploração na margem equatorial, uma área apelidada de “novo pré-sal”. No entanto, a exploração nessa região levanta preocupações ambientais que têm sido foco de debate.
A Petrobras não se limita apenas à Colômbia e ao Brasil, tendo operações em diversos outros países, como na Namíbia, África do Sul, São Tomé e Príncipe, além de atividades nas Américas, incluindo Bolívia, Argentina e Estados Unidos. Essa diversificação é parte essencial da estratégia da companhia para se manter competitiva no cenário energético global.





