O QAV, combustível fundamental para a aviação, abastece não apenas aviões, mas também helicópteros. Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o consumo deste combustível representa cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. A escalada de preços deste insumo durante o ano tem sido alarmante, já que desde janeiro, o preço do QAV acumulou um aumento de 54,5%, perfazendo R$ 1,98 por litro. Os lastros que justificaram os aumentos anteriores estão ligados à instabilidade provocada pelo conflito no Oriente Médio, que bloqueou uma importante rota marítima, afetando diretamente a produção de petróleo global.
A Petrobras assegura que a recente redução de preços está ligada à suavização das cotações internacionais do petróleo, seguido por uma política de preços que atua como um amortecedor em relação às flutuações do mercado. Essa abordagem é vista como uma tentativa de manter a competitividade do preço do QAV no Brasil, contrastando com o mercado internacional, onde ajustes são feitos com maior frequência.
Para suavizar o impacto financeiro das flutuações nos preços, a empresa continua oferecendo a possibilidade de parcelamento das compras em seis parcelas mensais, uma medida instaurada no acordo anterior de reajuste. Além disso, a estatal garantiu que, para o mês de junho, os volumes de QAV solicitados permanecem confirmados, sem previsão de desabastecimento.
Em uma ação para conter a alta dos preços, o governo também anunciou recentemente a prorrogação, por mais dois meses, da desoneração do PIS/Cofins, tributos que incidem sobre o QAV. Essa medida, já em vigor, vai até 31 de julho e é parte de um conjunto de ações para ajudar as companhias aéreas, que ainda têm a possibilidade de postergar o pagamento de tarifas de navegação aérea até dezembro.
A logística de comercialização do QAV envolve uma cadeia de distribuição onde a Petrobras se destaca, detendo cerca de 85% do mercado. No entanto, o setor permanece aberto à concorrência, permitindo que outras empresas atuem como produtoras ou importadoras do combustível, garantindo assim um mercado dinâmico e competitivo.





