“O Pix é um símbolo da nossa autonomia econômica e não está em pauta para negociação”, declarou Durigan, sublinhando o orgulho nacional em relação a essa inovação tecnológica. De acordo com o ministro, o modelo de funcionamento do Pix, que é gratuito e intuitivo, tem atraído a atenção de diversos países na Europa e na América Latina, que veem nesta ferramenta uma alternativa acessível e democrática para transações financeiras.
Ele também mencionou as pressões exercidas por interesses comerciais privados que não se sentem confortáveis com o crescimento e a universalização do sistema. Durigan não hesitou em vincular essa oposição a movimentos políticos locais, aludindo à família Bolsonaro, insinuando que sua atuação em busca de apoios externos está prejudicando o Brasil. “Mais uma vez, a família Bolsonaro vai contra o Pix”, afirmou, referindo-se a investigações que envolvem os Estados Unidos e seus impactos sobre o sistema de pagamentos brasileiros.
Além disso, o ministro afirmou que o momento é crítico para garantir a proteção da economia nacional e dos empregos, enfatizando que os interesses eleitorais não podem se sobrepor ao bem-estar da população. Durigan ressaltou a necessidade de focar em ações que mitiguem impactos econômicos negativos, especialmente em um cenário internacional complicado.
Ao abordar as razões técnicas e políticas que fundamentam a proposta de taxação americana, o ministro criticou-os como obsoletos e contaminados por interesses políticos. Durigan está otimista quanto às futuras negociações, afirmando que o governo brasileiro está preparado para provar que as melhorias nas condições de trabalho e a preservação da propriedade intelectual estão em consonância com as expectativas internacionais.
Para ele, as grandes empresas de tecnologia são bem-vindas ao Brasil, desde que operem dentro dos parâmetros da legislação nacional. A expectativa é que as informações que serão apresentadas possam reverter a posição unilateral dos Estados Unidos em relação ao Brasil, reafirmando a transição do país em direção a um ambiente financeiro mais inovador e independente.





