De Paula destacou a recente ampliação de mercados internacionais, ressaltando que, desde a saída do ex-ministro Carlos Fávaro, o número de mercados abertos para produtos brasileiros aumentou de 555 para 616, com uma meta de alcançar 700. Essa expansão é atribuída, segundo o ministro, ao envolvimento pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem se mostrado bastante interessado em questões relacionadas ao setor agrícola.
Entre as conquistas significativas mencionadas, ele citou a abertura do mercado vietnamita e o fortalecimento da presença do Brasil na China, que é o principal destino das exportações agrícolas do país. Um marco importante foi a formalização pela China de que o Brasil é considerado um país livre de febre aftosa sem vacinação, resultado de intensas negociações diplomáticas.
O ministro também elogiou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) como um pilar essencial para o desenvolvimento do agronegócio, ressaltando que os investimentos em pesquisa triplicaram nos últimos anos. Ele anunciou a inauguração de um novo escritório da Embrapa em São Paulo, que será voltado para negócios, e mencionou um importante termo de cooperação assinado com o Carrefour, que visa capacitar os produtores que fornecem para a rede.
Outro ponto destacado foi a realização de um concurso público na Embrapa, com a expectativa de preencher 1.027 vagas, um aumento significativo após 15 anos sem seleções, e com possibilidade de elevação desse número para 1.300. O aporte financeiro garantido pela reinclusão da Embrapa no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi de R$ 1 bilhão, destinado à renovação da infraestrutura e à inauguração de novas unidades.
Em relação à infraestrutura, De Paula mencionou um projeto de recuperação de estradas rurais, com o objetivo de restaurar cerca de 8 mil quilômetros de vias, facilitando o escoamento da produção agrícola.
Nos desafios que ainda permeiam o setor, o ministro abordou questões como o alto nível de endividamento dos produtores, a urgência de um seguro rural eficaz e a formação de um fundo garantidor. Além disso, alertou para os impactos das guerras sobre os preços de fertilizantes e combustíveis, que são essenciais para a agricultura.
Voltando-se para o futuro, De Paula revelou que o próximo Plano Safra, a ser anunciado em 1º de julho, deverá disponibilizar cerca de R$ 550 bilhões, representando um crescimento de 10% em comparação ao ano anterior. Ele ressaltou a esperança em uma redução das taxas de juros, sendo esse um fator crucial para o fortalecimento do setor.
Em sua conclusão, o ministro reforçou a importância da união entre os diversos agentes do agronegócio, afirmando que a colaboração é imprescindível para garantir resultados positivos. “O Agro não tem partido. O Agro é uma força que nos une”, finalizou De Paula, convidando todos a se engajarem nessa parceria em prol do desenvolvimento do setor.





