ECONOMIA – Governo Central Registra Superávit Primário de R$ 25,2 Bilhões em Abril, Impulsionado por Arrecadação Recorde

Em abril de 2026, o Governo Central, composto pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registrou um superávit primário de R$ 25,2 bilhões. Essa marca representa um aumento em relação ao superávit de R$ 18,2 bilhões verificado no mesmo mês do ano anterior. Essa informação foi divulgada pelo Tesouro Nacional em um comunicado recente, destacando o impressionante desempenho na arrecadação, que alcançou níveis recordes.

Sob uma perspectiva ajustada pela inflação, o superávit no mês de abril saltou em 32,7%, demonstrando o vigor da recuperação econômica. O Tesouro informou que, enquanto o resultado combinado do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 58,3 bilhões, a Previdência Social enfrentou um déficit de R$ 33,1 bilhões. Esse resultado refletiu um crescimento real de 5,8% na receita líquida, totalizando R$ 12,8 bilhões, e um aumento de 3,3% nas despesas totais, que somaram R$ 6,6 bilhões.

Os números superaram as expectativas do mercado financeiro, que previa um resultado positivo de R$ 17,8 bilhões, conforme mostrado em pesquisas de expectativas econômicas. No acumulado do ano, de janeiro a abril, o Governo Central apresenta um superávit primário de R$ 8,7 bilhões, um montante inferior ao superávit de R$ 73,2 bilhões alcançado no mesmo período de 2025. Este resultado também foi impactado pela antecipação do pagamento de precatórios, que neste ano ocorreu em março, enquanto no ano anterior foi realizado em julho.

A meta fiscal estabelecida para 2026 prevê um superávit primário de 0,25% do PIB, o que equivale a cerca de R$ 34,9 bilhões, excluindo os pagamentos de precatórios e despesas não contempladas nas regras fiscais. As regras fiscais atuais permitem um limite de tolerância, considerando-se cumprida a meta caso ocorra um superávit primário zero ou até R$ 57,8 bilhões.

Notavelmente, os dados também revelaram um crescimento significativo nas receitas em abril, com destaque para a arrecadação de imposto sobre importações e o imposto de renda. No entanto, a arrecadação com dividendos e participações caiu substancialmente, o que pode ter refletido a redução dos pagamentos da Caixa Econômica Federal.

No que tange às despesas, os principais aumentos foram observados em benefícios previdenciários e nos gastos com pessoal e encargos sociais, impulsionados por aumentos salariais e a crescente quantidade de beneficiários.

Esse panorama fiscal sugere um governo que, embora enfrente desafios, apresenta sinais de recuperação e resiliência diante de uma economia em expansão, com um olhar atento às suas metas fiscais e às implicações de suas políticas públicas.

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