Este cenário positivo é evidenciado em outras faixas de tempo de busca por emprego. A quantidade de pessoas ativas na procura de vaga entre um mês e menos de um ano também diminuiu, somando 3,380 milhões, o que representa uma queda de 9,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já entre aqueles que buscam trabalho há mais de um ano até menos de dois anos, o número registrou 718 mil, apresentando uma diminuição de 9% em comparação ao primeiro trimestre de 2025. A única faixa que não atingiu níveis mínimos históricos refere-se às pessoas que procuram emprego há menos de um mês, que totalizaram quase 1,4 milhão.
As análises realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que cerca de 6,6 milhões de brasileiros estão desocupados, distribuídos em diferentes faixas de tempo. Dentre estes, 21,2% estão em busca de vagas há menos de um mês e 51,4% há até um ano. O analista William Kratochwill destaca que a melhoria nos índices de emprego está atrelada a um mercado de trabalho mais dinâmico, onde as pessoas estão levando menos tempo para se realocar em novas funções.
Além disso, a taxa de desemprego no país caiu para 6,1%, a menor já registrada no primeiro trimestre. Kratochwill enfatiza, no entanto, que essa nova ocupação nem sempre reflete uma melhoria na qualidade do trabalho. Ele também observa que o aumento de trabalhadores por conta própria, que atingiu 25,9 milhões, ou 25,5% da população ocupada, é um fator que contribui para essa redução. Esses indivíduos estão cada vez mais buscando autonomia através de seus próprios negócios, sinalizando uma transformação no comportamento laboral da população.
Em suma, o retrato atual do mercado de trabalho brasileiro aponta para uma redução no tempo de busca por emprego, com uma dinâmica mais favorável, embora com a ressalva de que a qualidade das novas ocupações ainda necessite de atenção.
