A expectativa é de que haja um novo aumento na Selic, o terceiro consecutivo, conforme apontado pela última edição do Boletim Focus, que indica uma elevação de 0,75 ponto percentual, chegando a 12% ao ano. A incerteza no cenário internacional, especialmente nos Estados Unidos, tem impacto direto nas decisões do Copom, que observa atentamente o panorama econômico global.
No comunicado da reunião anterior, em novembro, o Copom abordou a conjuntura incerta nos Estados Unidos, sem mencionar diretamente a eleição de Donald Trump, destacando as dúvidas sobre os rumos da desaceleração econômica no país. No âmbito doméstico, o comitê demonstrou preocupação com a política fiscal e a necessidade de ajustes nos gastos públicos.
A decisão sobre a taxa Selic será anunciada na quarta-feira (11), ao final do dia, após um ciclo de cortes e aumentos desde agosto de 2021. Com a inflação em foco, o Copom adverte sobre a necessidade de uma política monetária contracionista e não descarta a intensificação do ritmo de elevação dos juros, diante do prolongamento do ciclo de alta da Selic.
O cenário inflacionário, com projeções acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional para este ano, tem gerado preocupações e demandado a atuação do BC por meio da taxa de juros. A Selic é essencial para controlar a inflação e influenciar a economia como um todo, impactando desde os títulos públicos até as taxas de crédito oferecidas pelos bancos aos consumidores.
A cada 45 dias, o Copom se reúne para analisar a conjuntura econômica e definir a Selic, em um processo que envolve debates sobre as perspectivas da economia mundial e nacional. Para 2024, a meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, indicando a importância do controle da inflação para a estabilidade econômica. O próximo Relatório de Inflação, a ser divulgado em dezembro, trará novas projeções e análises sobre o cenário econômico.
