Na última quinta-feira, o CMN se reuniu e implementou mudanças nos critérios para financiamentos voltados à inovação e digitalização, utilizando os recursos do FAT, que estão atualmente em torno de 0,16% a 0,17% ao mês, representando um percentual ligeiramente superior a 2% ao ano. Para operacionalizar esses financiamentos, o fundo repassa os valores ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Uma das principais inovações trazidas pela nova resolução é a ênfase na aquisição de equipamentos de informática e automação que utilizem tecnologia nacional. Isso reflete um compromisso do governo em estimular a produção local, enquanto mantém a possibilidade de financiar bens que cumpram o Processo Produtivo Básico (PPB), um conjunto de regras que assegura um mínimo de fabricação dentro do país.
O Ministério da Fazenda destacou que a nova diretriz não apenas impulsiona a produção nacional, mas também respeita as opções existentes, sem desconsiderar outros produtos já previstos. Importante ressaltar que, segundo a pasta, essa movimentação não acarretará um impacto fiscal significativo, uma vez que os recursos provêm de valores já estabelecidos pela Constituição, evitando assim compromissos financeiros adicionais da União.
A necessidade de agilidade na implementação dessa mudança foi reconhecida pelas autoridades, com a resolução do CMN entrando em vigor imediatamente após sua publicação. Com isso, busca-se mitigar qualquer repercussão negativa a curto prazo, especialmente para as empresas que dependem de tal tipo de financiamento.
Inaugurado pela Constituição de 1988, o FAT possui três funções essenciais: prover capital para o BNDES, oferecer assistência em forma de abono salarial e seguro-desemprego, e promover cursos de qualificação profissional. A gestão do CMN, presidida pelo ministro da Fazenda, conta com a participação de figuras-chave, como o presidente do Banco Central e o ministro do Planejamento, refletindo a relevância da articulação entre os diferentes setores do governo na busca por soluções econômicas eficazes.







